Já falei em um post passado sobre os problemas de se considerar sempre certo, mas hoje vou estender o assunto um pouco, para mostrar aplicações mais práticas no nosso dia-a-dia. Vou focar inteiramente, inclusive, em um problema que vejo muito em nossa sociedade, em praticamente todos os assuntos que conversamos ou áreas que estudamos. É uma consequência terrível de querer sempre estar certo, pois ela fecha a cabeça da pessoa para outros pontos de vista e pode, muitas vezes, cegá-la completamente para o que acontece no mundo. O indivíduo passa a esperar algo do mundo de tal forma, que quando não recebe, chega a recorrer para atitudes extremas ao tentar corrigi-lo, segundo sua restrita visão. O fanatismo não encontra barreirar, e basta a pessoa fechar sua mente para que ele se instale.
Ultimamente, quando ouvimos a falar sobre algum fanático, a primeira imagem
Ultimamente, quando ouvimos a falar sobre algum fanático, a primeira imagem
que nos veem à cabeça faz referência à religião. Mas o conceito é mais amplo do que isto, e pode envolver praticamente qualquer assunto. Mas para se ter uma ideia de quanto ele está inserido em nossa sociedade, tente debater sobre algum assunto conhecido como tabu, ou algum que estamos tão acostumados que nem percebemos que o fazemos.
O maior exemplo que me vêm à cabeça é o do patriotismo. Para quem não sabe, esta história começou a poucos milênios atrás, quando começamos a produzir alimentos de sobra, que podiam ser guardados para épocas de escassez. Isto criou um desnível social entre nós, que teve como consequência, a criação de governos e, sucessivamente, os países. Max Weber definiu bem o Estado quando disse é a entidade que detém o monopólio legítimo do uso da força. Ou seja, enquanto fanáticos batem no peito jurando amor à pátria, o fazem muitas vezes sem saber que estão sendo vítimas de uma prisão que os impede de andar livremente pelo mundo. E como em qualquer presídio, pode-se observar as divisões de territórios entre grupos distintos, às vezes incentivados pelos carcereiros como uma forma de manter o controle.
Outro exemplo onde pode-se ver claramente o fanatismo é no que diz respeito à democracia. Enquanto uma versão romantizada nos é vendida, a realidade mostra algo completamente diferente. Para começar, a democracia é uma eterna guerra, onde o povo é dividido entre partidos e colocado para competir, não para trabalhar junto. É onde um lado sempre tenta vencer o outro, a vitória de um é a derrota de todo o resto. É onde um ponto de vista tenta ser superior, mesmo isso não sendo verdade para todos. O voto, por se tratar de uma decisão popular, não trás reais soluções, pois nada mais é do que a escolha do candidato mais popular, não do mais capaz. É a escolha de alguém que vai tomar decisões, não chegar à elas de forma científica e sistemática. E decisões que raramente são imparciais e baseadas nos recursos naturais que realmente temos, ao invés do valor econômico atribuído à elas, e em quem irá contribuir mais para a campanha, ou os votos que irá receber.
Mas acho que o exemplo mais claro pode ser visto no que diz respeito ao dinheiro. Estamos tão fanáticos por ele que chegamos a agir como viciados. Apesar de termos os recursos naturais necessários para uma melhoria de vida da população inteira, optamos por não fazê-lo por lucro. Nossa visão é tão pequena que não consideramos os benefícios de se livrarmos deste artifício que só tem criado segregações desde sua criação. Não conseguimos nem pensar em uma sociedade sem ele em nosso meio, tamanho é nosso fanatismo por ele.
Assim como já fiz com o dinheiro antes (1 e 2), futuramente farei posts específicos sobre o patriotismo e sobre a democracia para aprofundar mais sobre estes assuntos. Não quero me alongar muito mais nesse post, ainda mais se for pra entrar em esportes, partidos políticos, religião e estilos de vida, pois esses também merecem seus posts separados em outra ocasião.
Para encerrar, uma citação de Thomas Paine que alguns já devem conhecer, que acho fantástica:
“A minha pátria é o mundo, e a minha religião a prática do bem”.
:-)
O maior exemplo que me vêm à cabeça é o do patriotismo. Para quem não sabe, esta história começou a poucos milênios atrás, quando começamos a produzir alimentos de sobra, que podiam ser guardados para épocas de escassez. Isto criou um desnível social entre nós, que teve como consequência, a criação de governos e, sucessivamente, os países. Max Weber definiu bem o Estado quando disse é a entidade que detém o monopólio legítimo do uso da força. Ou seja, enquanto fanáticos batem no peito jurando amor à pátria, o fazem muitas vezes sem saber que estão sendo vítimas de uma prisão que os impede de andar livremente pelo mundo. E como em qualquer presídio, pode-se observar as divisões de territórios entre grupos distintos, às vezes incentivados pelos carcereiros como uma forma de manter o controle.
Outro exemplo onde pode-se ver claramente o fanatismo é no que diz respeito à democracia. Enquanto uma versão romantizada nos é vendida, a realidade mostra algo completamente diferente. Para começar, a democracia é uma eterna guerra, onde o povo é dividido entre partidos e colocado para competir, não para trabalhar junto. É onde um lado sempre tenta vencer o outro, a vitória de um é a derrota de todo o resto. É onde um ponto de vista tenta ser superior, mesmo isso não sendo verdade para todos. O voto, por se tratar de uma decisão popular, não trás reais soluções, pois nada mais é do que a escolha do candidato mais popular, não do mais capaz. É a escolha de alguém que vai tomar decisões, não chegar à elas de forma científica e sistemática. E decisões que raramente são imparciais e baseadas nos recursos naturais que realmente temos, ao invés do valor econômico atribuído à elas, e em quem irá contribuir mais para a campanha, ou os votos que irá receber.
Mas acho que o exemplo mais claro pode ser visto no que diz respeito ao dinheiro. Estamos tão fanáticos por ele que chegamos a agir como viciados. Apesar de termos os recursos naturais necessários para uma melhoria de vida da população inteira, optamos por não fazê-lo por lucro. Nossa visão é tão pequena que não consideramos os benefícios de se livrarmos deste artifício que só tem criado segregações desde sua criação. Não conseguimos nem pensar em uma sociedade sem ele em nosso meio, tamanho é nosso fanatismo por ele.
Assim como já fiz com o dinheiro antes (1 e 2), futuramente farei posts específicos sobre o patriotismo e sobre a democracia para aprofundar mais sobre estes assuntos. Não quero me alongar muito mais nesse post, ainda mais se for pra entrar em esportes, partidos políticos, religião e estilos de vida, pois esses também merecem seus posts separados em outra ocasião.
Para encerrar, uma citação de Thomas Paine que alguns já devem conhecer, que acho fantástica:
“A minha pátria é o mundo, e a minha religião a prática do bem”.
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