quarta-feira, 30 de junho de 2010

Liberdade do Ambiente

Apesar de muito do que acontece com nosso corpo é um resultado direto do ambiente, nós mesmos temos uma certa responsabilidade nisto. Assim como agora estamos começando um salto evolucionário ao perceber quais são as prisões que controlam nosso corpo, iremos dar outro quando descobrirmos que nosso ambiente também pode exercer a mesma função. Quando falo de ambiente, não me refiro apenas à natureza em si, pois fazemos parte dela, mas de uma região específica, com toda sua cultura e costumes. Normalmente esta região é o local (casa, rua, bairro, cidade, estado, país ou continente, até hoje) onde a pessoa nasceu, e aumenta ou diminuí dependendo de sua percepção.Os hábitos que são passados por gerações mais velhas nos influênciam mesmo sem percebermos, e dependendo de quão bem nos fazem sentir, acabam virando vícios difíceis de serem deixados de lado. Uma destas manias que estamos acostumados a defender com todas
nossas forças, sem parar para analisar a utilidade atual deles, é a de ter uma econômia baseada em um sistema monetário. A utilização de um método de crescimento infinito, usando recursos finitos não tem como se sustentar por muito tempo. Quando éramos poucos no planeta e não sabíamos de toda sua extensão, não existiam tantos problemas em se manter este processo. Mas com o crescimento exponencial da população, manter o mesmo sistema apenas vai exaurir os recuros do planeta cada vez mais rápido, deixando-nos com cada vez mais problemas ao criar e aumentar a escassez de recursos que antes eram abundantes.
O que parece um sentimento de propriedade nada mais é do que a doutrinação de gerações influenciando a vida de pessoas que não vivem mais em um mundo como o de milhares de anos atrás. Temos mais informações do que naquele tempo, assim como nossa tecnologia é mais otimizada e apta a resolver nossos problemas. Ainda mantemos a idéia de que empregos são o único meio de sobrevivência na sociedade, quando deveríamos estar utilizando máquinas e natureza para nos libertarmos desta prisão. Ao invés disto, nos mantemos voluntáriamente nestas cadeias por um terço de nosso dia, apenas para manter a ilusão de que é disto que precisamos para viver, quando a realidade é bem diferente. Opções existem, e nestes dias que as informações estão mais fáceis de serem acessadas, é fácil achar algumas. Basta apenas vencermos a inércia em que nos encontramos para conseguir pesquisar e por em prática. Inclusive algumas são muito mais baratas do que se pensa, precisam somente de força de vontade.
Mas ao nos livrarmos das amarras do ambiente criado por nossos antepassados, precisamos cuidar para não cair no mesmo problema com o ambiente que formos criar, pois senão estaremos apenas mudando de prisão. Gerar um novo meio e se acomodar à ele de forma a vê-lo como única opção apenas repete os erros do passado. Iremos apenas nos libertar realmente quando descobrirmos que não estamos presos à um ponto específico. Santo Agostinho já dizia que "O mundo é um livro. Quem não viaja lê apenas uma página.". Precisamos viajar mais, tanto fora quanto dentro de nós, para conseguirmos ter uma idéia melhor do que é o livro da vida, e acharmos as informações para nos libertarmos.
:-)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Liberdade do Corpo

A maneira como aprisionamos animais irracionais é bem simples, e não requer muita engenhosidade ou conhecimento. Dependendo do bicho, um pedaço de corda mais resistente faz o serviço muito bem, deixando-o à nossa mercê. Com a evolução, conseguimos descobrir como escapar deste tipo de prisão e de muitas outras, sendo necessário algo muito engenhoso e fortificado para prender nosso corpo. Mas isso apenas se nossa mente está desperta, senão temos o mesmo destino que qualquer ser de abate. Porém, obstáculos físicos não são os únicos que constituem uma prisão para o nosso corpo.
Um exemplo fácil de ver e entender são vícios, que nublam nossa percepção do mundo, servindo exatamente como uma prisão. Uma vez criado o hábito de termos eles em nossos corpos e mentes, o trabalho para se livrar é muito maior. A falta deles nos altera de tal maneira que mal conseguimos pensar para agir, nos entregando em grande parte à irracionalidade. Normalmente eles são associados com substâncias que ingerimos e que causam algum estrago direto, mas existem também aquelas que não apenas são aceitas pela sociedade, mas são aplaudidas e encorajadas. Elas nem sempre são de ingestão, mas sempre causam estragos que podem demorar para aparecer, mas que são mais devastadores do que cigarros e bebidas. Ao invés de acabar com a vida de apenas uma pessoa ou família, eles acabam com populações inteiras. E em certos casos, se insistirmos em continuar com eles, estamos, como espécie, tão passíveis de termos uma morte prematura quanto qualquer doente em fase terminal.
Um desses vícios que podem acabar com populações e espécies inteiras é o de comer carne. Apesar de algumas pessoas defenderem seu consumo com unhas e dentes, o fato de que precisamos de praticamente dez vezes mais água para criar um quilo de carne do que para se produzir um quilo de vegetal, continua. Se este ponto não é suficiente, ainda temos outros, como o desmatamento causado para acomodar esta indústria, a poluição causada pelos dejetos, a energia gasta durante o processo de criação e, claro, os malefícios da ingestão e digestão, ainda mais quando o produto é processado.
E não são apenas forças externas que fazem com que fiquemos viciados. Sentimentos nos prendem e nos cegam tanto quanto qualquer outro material. Podemos constatar isto nos jornais todos os dias, onde as pessoas apelam para seu lado mais primitivo para resolver o que veem como um problema. Uma parte dos comportamentos violentos que acontecem são porque é dado valor demais ao sentimento, e quando ele não é correspondido ou satisfeito, acaba tendo o mesmo fim de qualquer outro vício. Amor, medo, ódio e coragem são os que mais chegam nas primeiras páginas, com o resto de toda gama.
Enquanto não tomarmos o controle sobre o corpo, seremos escravos de tudo o que consumismos, pois no momento que eles faltarem, farão nosso corpo emitir sinais de alarme, diminuindo nossa capacidade de raciocinar. Não é uma tarefa fácil, mas enquanto não vermos que certas prisões podem ter um aspecto tão convidativo quanto um carro luxuoso, um celular novo, ou uma roupa de marca, vamos continuar entrando nessas cadeias de livre e espontânea vontade.
:-)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quão livre é você?

É dificil de se encontrar alguém hoje em dia que tenha uma definição de liberdade total diferente de "fazer o que quiser, quando quiser". Imagino que alguns ainda colocariam um "com responsabilidade" no final do pensamento. Mas me pergunto quantos trocariam o verbo inicial de "fazer" para "pensar", ou até mesmo "entender" e "sentir". Quando visto sob a perspectiva de que ,em parte da população, o conceito de liberdade se restringe à tratar apenas de ações realizadas pela parte física de nosso corpo, notamos o quanto estamos longe de alcançar uma verdadeira independência. Existem mais tipos de prisões do que apenas a física, e é preciso que tenhamos conhecimento delas para conseguirmos nos livrar de seus grilhões.
Mas para reconhecermos um presídio, é preciso que tenhamos uma noção mais clara do que eles são. Restringir seu conceito à apenas algumas paredes e barras de ferro não fazem muito juz à sua real função, ainda mais em nossos dias. Apesar de sabermos que uma prisão serve para conter uma pessoa, raramente extrapolamos a visão medieval de um cercado físico. Isto não significa que não existam outros meios de manter uma pessoa trancada, sem achar saídas, se sentindo sufocada e sem espaço. Parece familiar?
À medida que vamos evoluindo e nos tornando mais conscientes de quem somos e do que podemos fazer, vamos encontrar barreiras que foram criadas à muito tempo. Algumas foram criadas inconscientemente, como uma forma de proteção natural, enquanto outras tiveram todo um planejamento por trás, induzindo as pessoas com barreiras para um determinado local, onde podem servir um objetivo único. Mesmo tendo deixado a era medieval para trás, uma parte da população ainda utiliza os conceitos daquela época, não se atualizando para os dias atuais. Por isso a informação é importante, pois somente assim teremos consciência e conhecimento sobre outros aspectos de nossas vidas. Sem sabermos que existem, os deixamos expostos para que outros tomem conta deles por nós. E algumas vezes quem faz isto não é alguém querendo ajudar, mas um parasita.
:-)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Afinal, quem é você?

Esta é uma pergunta que raramente nos fazemos, mas que tem um peso tremendo em nossas vidas quando começamos a trilhar o caminho para achar sua resposta. Certos aspectos que pensamos definir quem somos, mostram que, sob certas perspectivas, são apenas reações ao meio em que nos encontramos. Desde que nascemos somos influênciados a nos tornarmos parte de uma cultura, e por nossos corpos terem uma espécie de piloto automático, as vezes sentamos descansados no banco do carona, sem notar que podemos pegar a direção à qualquer momento. E não o fazemos por não termos idéia de quem somos e de nossa real capacidade.
No momento que conseguimos parar para analisar nossa própria pessoa e descascar as camadas que temos nos cobrindo, vemos que não somos uma instituição, uma escolha, um instante ou uma cultura. Essas são camadas colocadas sobre nós por pessoas com menos informações do que temos hoje, e que as criaram como uma forma de facilitar a interação entre elas. Mas com os dados que temos hoje em dia, notamos que, além de não ser nada disto, também não somos nem nossos próprios corpos, pois podemos modelá-los à nosso bel prazer para se tornar o que queremos. Eles são mais uma ferramenta que temos nesta realidade para nos ajudar a investigar este universo, e nos definir baseados neles é o mesmo que querer adivinhar quem é o motorista de um automóvel apenas olhando para a carroceria e o modo como dirige. Pode ser um humano, uma animal bem treinado ou um computador sofisticado. Mas não saberemos com certeza até abrirmos a porta e olharmos para dentro do veículo.
Existem muitas teorias sobre quem somos na realidade, e cada um tem a oportunidade de formular sua própria, baseada nas informações que tem. Talvez somos criaturas diferentes por trás de todas estas camadas, talvez somos as mesmas. Ou talvez, somos apenas sentidos diferentes de uma mesma consciência, tentando utilizar toda sua percepção para entender melhor esta realidade. Seja qual for o caso, temos mais chances de descobrir as respostas trabalhando juntos e nos respeitando do que competindo e guerreando. Caso contrário, iremos apenas acabar com as peças deste incrível quebra-cabeças que é o universo. Tanto fora quanto dentro de nós.
:-)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Influências das Escolhas

As experiências que temos na vida são também grandes influências que alguns entendem como determinantes de quem somos. Essas pessoas vêem as escolhas que fazemos sem separar a pessoa do ambiente, descartando que em certos casos ele nos induz a trilhar caminhos específicos. Assim, nossas decisões parecem definir nossa pessoa, seja quando nos tornamos parte de instituições, ou quando sentimos o peso do tempo em nossas costas. Por termos dificuldades em diferenciar chances de oportunidades, também confundimos nossa identidade com as alternativas que nos são apresentadas.Um exemplo que podemos ver todos os dias são os rótulos que colocamos nas pessoas que vão para a cadeia por infringirem a lei. Raríssimamente paramos para analisar realmente o que aconteceu na vida delas e das opções que foram apresentadas para elas, além das condições que elas tem para alcançar essas opções. Dizer que existem empregos sobrando é fácil para alguém que já tem uma base que a sustente enquanto procura por aquele que mais a convêm. Mas para alguém que não tem condições mínimas, a oportunidade somente aparece quando instituições que exigem menos pré-requisitos oferecem suas próprias alternativas. Sejam instituições religiosas ou criminosas.
Ao marcarmos uma pessoa pelo resto de sua vida por um ato praticado no passado, estamos prendendo-a àquele momento, retirando oportunidades dela escrever seu próprio futuro. E não somente dela, mas de nós mesmos. Ao tranportarmos nossos medos e receios para o futuro, passamos a esquecer do presente, deixando de vivê-lo e apreciá-lo em antecipação de algo que está por vir e que pode ou não nos atingir. Se pode, deveríamos agir sem medo para tomar uma atitude com consciência mais fria logo, e resolver de vez o problema. Caso não possa, então nos preocupamos à toa e perdemos preciosos instantes de vida neste planeta com algo fútil. É necessário saber nos separar da questão do tempo, pois não somos apenas um instante de vida, mas toda ela.
O mesmo acontece com instituições, quando seguimos seus caminhos e os associamos conosco por terem alguns aspectos parecidos ou almejados por nós. Talvez vamos atrás delas por não vermos outras opções, talvez por termos sido ensidados desde crianças, talvez por darem apoio em um momento difícil, mas seja qual for o motivo, elas são apenas mais um pedaço do ambiente, não de nós. Assim como policiais podem se tornar criminosos, teístas podem virar ateístas, professores podem virar alunos e vice-versa em todos estes casos, o meio em que estamos inseridos irá ditar o que fazemos se não temos informações suficientes para tomarmos nossas próprias escolhas. E mesmo quando as fazemos, as fazemos com os dados que temos disponíveis no momento. E mesmo quando reunimos todos os dados que temos até hoje, eles ainda são pequenos fragmentos de um grão de areia quando comparados com a imensidão da praia que é o universo. Dentro e fora de nós.
Ao considerarmos o universo como uma praia, que parte podemos dizer que somos nós? Algum grão de areia na costa ou de sal no mar? Uma palmeira na encosta ou um peixe no oceano? O vento soprando de um lado para o outro, ou o sol olhando tudo lá de cima?
:-)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Influências do Corpo e Mente

Apesar de serem as associações mais comuns de fazermos com quem somos, sentimentos e lógica são, na realidade, ferramentas de manutenção de nosso corpo e mente. Assim como automóveis possuem sensores para nos mostrar o que tem de errado, nosso organismo também tem seus mecanismos para nos alertar de possíveis problemas. Ao passarmos a considerar ele como nosso transporte biológico, notamos cada vez mais semelhanças com outros meios de transporte. E notamos como criamos nossos próprios baseados nos mesmos princípios.
As emoções nada mais são do que nosso primeiro e mais primordial mecanismo de defesa em um ambiente. Quando chegamos neste mundo e ainda não somos capazes de identificar o que existe ao nosso redor, temos uma espécie de "piloto automático" em nós, que é responsável por nos manter vivos até nosso cérebro se desenvolver para podermos raciocionar. Mas essas defesas de nossos primeiros dias não somem completamente à medida que vamos crescendo. Elas ficam conosco pelo resto da vida, pois continuam sendo responsáveis pela parte física de nosso veículo.
Para aqueles que gostam de automóveis, podemos comparar a mente com uma injeção eletrônica bem avançada. Ela é responsável, no começo, por regular e distribuir os químicos de nosso corpo. Além disto, é nela que todos os sensores se conectam, e enquanto nos carros temos luzes se acendendo no paínel, no nosso corpo temos sensações de dores, fome, sede, quente, frio, entre outros. Mas suas funções não se restringuem à apenas sentir e avisar.
O que mais nos difere de outras espécies é justamente nossa capacidade de associação. Nossa cabeça é capaz de relacionar os assuntos mais diversos de uma maneira que faça sentido para nos. Apesar de algumas pessoas não notarem as implicações disso, ela faz toda a diferença do mundo, pois uma vez que se saiba como algo funciona, podemos modificar, influênciar, parar ou copiar o processo à vontade. Justamente essa capacidade de associação e entendimento que nos dá a vantagem de dominação sobre outras espécies, e que pode fazer com que sejamos dominados caso apareça alguma outra com mais conhecimento do que nós. Ainda mais que por sermos ainda muito novos, em relação à idade do mundo e de outras espécies, nos achamos os reis da cocada preta, considerando que sabemos tudo quando, na verdade, mal arranhamos a superfície.
Portanto, nem nossa lógica, nem nossos sentimentos definem realmente quem somos. Essas são ferramentas que nosso corpo e mente utilizam para nos influenciar enquanto não sabemos quem somos e tomamos as rédeas do nosso destino. Quem somos está por trás de tudo isto e mais, em um lugar tão profundo, escondido e esquecido que raramente tiramos o tempo de procurar. Mas se nunca fizermos essa jornada, saberemos tão pouco sobre nós quanto sabemos sobre o universo. E poderemos achar que somos os cavalos puxando a carruagem ou o cocheiro que guia os cavalos. Mas dificilmente notamos que podemos ser a pessoa que dá ordens para ele, sentada dentro da carruagem.
:-)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Influências do Ambiente

Além dos ensinamentos que temos quando somos crianças, de nossos pais e professores, à medida que vamos crescendo nos tornamos cientes de que o ambiente também gera um certo grau de influência em nossas vidas. E assim como o que aprendemos quando pequenos, aceitamos certos aspectos como sendo parte de nossa identidade. Fazemos isto por ter uma necessidade biológica de pertencer à algum lugar e à algum grupo, mas sem ter consciência disto, assumimos que está tendência faz parte de quem somos, não de influências externas.Os melhores exemplo são de pessoas que viajam pelo mundo, morando em várias localidades diferentes durante suas vidas. Em alguns casos, elas levam consigo conceitos e hábitos de sua terra natal e que acabam mudando com o tempo, imitando a cultura local. Elas fazem isto como uma forma de se integrar e sobreviver na comunidade local, pois a alternativa de se segregar não parece muito amistosa quando emergências aparecem. Sem saber o que acontece ao nosso redor ficamos perdidos, nos tornando incapazes de se defender de simples ações da natureza, ou do próprio povo, mas que são comuns para aquela região.
Inclusive somos influenciados pela maneira como as pessoas se relacionam em determinados locais. Se estamos em uma região onde a população não tem tanta intimidade uns com os outros, vamos nos acostumando com este estilo de vida até fazermos o mesmo. O mesmo acontece com a utilização de artifícios para nossa comunicação, onde pode-se notar claramente o contraste entre os que tem um sistema monetário e aquelas que utilizam recursos naturais como base de sua economia. Enquanto os primeiros se baseiam na competição e quantidade, os outros tendem a ir para o lado da cooperação e qualidade. Índios e as chamadas sociedades alternativas tendem a ter uma mente mais aberta à diferenças, principalmente na questão da propriedade.
Se uma boa parte da sociedade mundial atual mudasse a mentalidade quantitativa para uma mais qualitativa, veríamos uma mudança considerável em nosso estilo de vida, ainda mais no que se refere às relações interpessoais. Desde a estrutura familiar, que agora se divide por causa de empregos, até mesmo como vemos pessoas completamente contrárias à nossas idéias, tudo seria modificado. Temos a chance de modificar nosso sistema de exclusão para um de inclusão, passando a ver diferenças como características diferentes a serem aprendidas, ao invés de tentarmos competir com elas. Isto porque, assim como o ambiente nos influência, também temos a capacidade de influenciá-lo. É a velha lei da ação e reação da física, sendo aplicada a mais do que simples objetos.
Se formos analisar a fundo, estamos apenas aprendendo o que o ambiente nos ensina. Novamente existem aqueles que se identificam com estas características de tal forma que associam sua identidade à elas. Mas essas tarjas são apenas pedaços do que aprendemos durante nossa estadia por aqui. Ainda existe bastante para explorarmos e vermos se somos simples rótulos. Ou mais do que isto.
:-)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Influências da Infância

Tempos atrás, escrevi um post perguntando se cada um tem idéia do quanto de si são influências externas, e quanto é a própria pessoa. Vejo hoje que tentei colocar muita informação em apenas um texto, o que deve ter causado certas confusões, além de não ter explicado direito o que pretendia passar. Então, aproveitando que semana passada estava escrevendo sobre as perguntas que eu vejo que deveríamos fazer mais seguido, vou voltar com o tópico de quem somos. E para começar, vamos observar as influências que temos em nossa infância.
O primeiro exemplo que vem em minha cabeça é o dado pelo Jacque Fresco quando ele esteve em Londres no encontro quinzenal do grupo Zeitgeist. O relato dele de como ensinou os filhos a lerem me deixou muito interessado, tanto pela engenhosidade quanto pela simplicidade. Segundo ele, desde cedo lia histórias infantis para seus rebentos, na hora de dormir. Para instigar a curiosidade e a vontade de ler, sempre que chegava em alguma parte mais emocionante, que sabia que os pequenos estavam prestando mais atenção, ele parava de ler alegando que estava cansado. E não só isto, ele deixava o livro, com a página marcada, do lado da cabeceira das crianças que, curiosas, começaram a tentar associar os desenhos com a escrita, enchendo-o de perguntas no outro dia.
Exemplos como este mostram que, dependendo da educação que temos em nossos primeiros anos neste planeta, teremos maiores ou menores afinidades com certos assuntos quando crescermos. Isto pode ser visto de forma mais ampla quando analisamos a cultura de um povo, que passa as mais variadas tradições para as novas gerações. Desde o suporte por um time esportivo específico, até a forma como nos relacionamos com outras pessoas, praticamente tudo pode ser associado à maneira como fomos criados em nossa infância. E enquanto alguns aspectos são aceitos sem protestos, outros são motivos de questionamento, seja por entrarem em conflito com outras informações, ou por nos serem empurrados de maneiras que não gostamos.Por termos influências desde que nascemos, vejo que é cada vez mais importante tirarmos um tempo para nos perguntarmos quem realmente somos. Nos despir de todas essas camadas colocadas sobre nós não é uma tarefa fácil, requer concentração e dedicação. Somente assim teremos a chance de descobrir mais sobre nós mesmos, de fazer as perguntas pertinentes e que podem nos levar à uma resposta mais próxima da realidade. Enquanto continuarmos vivendo sob o peso de culturas passadas, aceitando-as como nossa única identidade, não seremos nada mais do que cópias, e não teremos vivido nossa vida do nosso jeito.
Em busca da nossa verdadeira identidade, certamente iremos nos surpreender com as informações que iremos achar. Certos aspectos parece que já sabemos, mas não estamos completamente cientes deles. Quanto mais perguntas fizermos, mais iremos nos espantar com o estilo de vida que estamos levando e propagando para novas gerações, muitas vezes sem notarmos os malefícios que estão agregados à ele. E enquanto não soubermos quem realmente somos, seremos alvos mais fáceis daqueles que sabem e querem se aproveitar, nos influenciando e nos tornando escravos sem percebermos.
:-)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O silêncio dos desinformados.

Um dos aspectos que eu considero que falta na maioria das culturas do mundo é o investigativo. Nos acostumamos a receber as respostas das gerações anteriores sem fazer nossas próprias perguntas. Talvez imaginamos que elas já tenham sido feitas, ou que a resposta dada tenha sido escrita em rocha, e se tornado imutável para todo o sempre. Parece que ainda não aprendemos que tudo neste universo muda. Mesmo com milênios de história para pesquisar e aprender, com nossa tecnologia avançando cada vez mais rapidamente, ainda nos apegamos à antiga estrutura social de nossos antepassados, defendendo-a com unhas e dentes. Os motivos de fazermos isto também merece suas perguntas, que raramente aparecem em nossos pensamentos.
Seja por uma característica de nossa mente que mal descobrimos, seja por uma comodidade consciente, por termos sido treinados desta maneira, ou até mesmo por falta de informação mesmo, as probabilidades de que iremos fazer alguma pergunta que realmente represente mudanças são baixas. E na maioria das vezes, nem percebemos isto. Perguntamos que tipo de legislação deve ser criada, que punição ou proibição devemos aplicar. Mas raramente paramos para analisarmos os reais números e estudar sobre a eficácia deste tipo de sistema. O mesmo acontece em outros casos, onde nos perguntamos sobre conhecimentos populares, mas não sobre uma atualização deles; ou quando nos perguntamos sobre em quem deveríamos colocar a culpa, sem querer saber sobre acidentes e nossa própria responsabilidade; ou até mesmo quando nos perguntamos que tipo de desculpa usar para nos manter na mesma situação, sem querer analisar seriamente sobre a possibilidade de outras. O mesmo acontece quando tentamos entender os motivos que nos levam a não ver as perguntas mais sérias. Nos perdemos em detalhes com as quais nos acostumamos durante a vida, mas que em última análise, não são realmente importantes. Estes pontos foram colocados em nosso caminho no passado e não paramos para constatar sua validade nos dias atuais. Podemos dizer que são pedras que nos acostumamos a carregar em nossos sapatos, sem nunca nos perguntar se não seria melhor pararmos para tirar elas de lá.
O mundo que conhecemos foi criado por nossos antepassados, pessoas como nos, e portanto pode ser mudado por nós também. Mas quando foi a última vez que nos perguntamos para onde estávamos indo? A cada quatro anos somos obrigados a ao menos considerar esta pergunta, mas como era de se esperar, ela é distorcida para que continuemos a nos segregar e não notar que apenas juntos iremos resolver os problemas. E isto não é culpa de uma pessoa ou organização, mas de toda a cultura que foi acumulada durante milênios. Talvez esteja na hora de começarmos a nos perguntar mais sobre nossa própria vida, começando com a velha conhecida: você sabe quem é?
:-)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tudo é relativo?

Eu gosto bastante de citações, e ultimamente a que não me sai da cabeça é uma do Einstein, que diz: "Os pioneiros de um mundo sem guerras são os jovens que recusam o serviço militar". Ela me chama atenção tanto pela simplicidade com que podemos resolver um grande problema, quanto por ser exatamente contrária à mentalidade bárbara do uso da força com que estamos acostumados. Ela também é interessante por mostrar que não é necessário nenhuma habilidade especial para resolvermos certas situações que temos em nosso dia-a-dia e que nos atrasam. Precisamos apenas aprender a pensar por nós mesmos. E parar de usar tantas desculpas.Incrivelmente, a resolução das situações mais desesperadoras que nossa espécie está se forçando a se acostumar, são extremamente simples. Um exemplo disso é a fome. Desperdiçamos comida suficiente para alimentar a população que esta morrendo e para melhorar a qualidade daquela que passa a vida subnutrida. As desculpas são muitas, mas o fato permanece de que isto somente acontece por uns não terem poder de compra e outros não estarem prontos para abrir mão de lucros. Enquanto não tratarmos das causas do problema, permaneceremos perseguindo nosso próprio rabo, sempre com a impressão de que fomos longe.
Isto pode-se ver mais claramente no sistema penitenciário onde, em parte dos casos, mesmo usando o sistema monetário, seria mais barato para a comunidade em geral dar o bem ou valor que o perpetuante tentou se apossar do que mantê-lo por um longo período de tempo encarcerado, às custas do contribuinte. O pretexto é de que é necessário ensinar uma lição, mas raramente paramos para pensar que tipo de aprendizado este sistema passa. Ainda mais quando falhamos, como sociedade, ao ver que as pessoas que recorrem à este tipo de ato, em grande maioria o fazem por falta de oportunidades que o resto da comunidade insiste que existem. Achar desculpas para saciar nossa vontade de se vingar não resolvem nada, na realidade.
Se temos um problema e realmente queremos ver ele resolvido, é preciso que pesquisemos e estudemos, para conseguir o maior número de informações possíveis. E não apenas colecionar elas, mas descobrir como usar de uma maneira construtiva e útil. Não adianta os dados apontarem para um caminho diferente do que estamos acostumados, e seguirmos nele apenas por comodidade. Precisamos entender que se temos mesmo a vontade de solucionar algo que nos incomoda, não adianta tentarmos solucionar usando a mesma mentalidade que criou a situação. Afinal, Einstein também disse que: "Não podemos resolver problemas usando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando criamos eles.".
:-)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tinha q ser alguém mesmo!

Dentre as perguntas fundamentais que eu imagino que todas as pessoas na sociedade deveriam estar se fazendo, a que menos vejo aparecer é sobre culpa. Não sobre quem devemos culpar quando acidentes ou desastres naturais ocorrem, mas justamente sobre o porque deveríamos procurar um culpado. Na esmagadora maioria dos casos, não consigo entender como responsabilizar um ou mais indivíduos por certos fatos iriam consertar o dano causado. Apenas vejo a sede de sangue sendo apaziguada momentâneamente, pois toda estrutura judiciária de nossa sociedade, que alguns dizem ser o que nos mantém sem nos matarmos, fomenta. Enquanto mantivermos a ilusão de leis, direitos e deveres, vamos continuar sem nos perguntar essa fundamental questão, que pode redefinir o modo como vemos nossos relacionamentos. Seja entre as pessoas, ou entre elas e o mundo.
Quando somos crianças e fazemos algo que nossos pais não estão de acordo, em alguns casos sofremos repreensões mentais ou físicas. Desde um "Não" pronunciado mais alto até uns tapas e chineladas na bunda, tudo isto apenas nos faz associar nossa ação com a reação dos mais velhos. Assim, desde pequenos, passamos a respeitar uma instituição pela força que ela têm, não porque entendemos as verdadeiras consequências de nossos atos. E justamente neste momento também aprendemos a mentir, pois se temos medo do que os adultos podem fazer, iremos dar-lhes as respostas que querem ouvir para que não nos aterrorizem mais. Mesmo sem notarmos, é nesta inocente fase de nossa vida que aprendemos a procurar culpados, pois associamos atos com responsabilidades, e não com o curso natural do aprendizado que todos temos e devemos passar.
Mesmo quando acidentes acontecem onde relaxamos e tentamos aproveitar, não vemos que na maioria dos casos o fato aconteceu por negligência de toda a sociedade, não de apenas uma ou outra pessoa. Como o exemplo que Jacque Fresco adora usar, e eu considero excelente, se uma pessoa entra bêbada num carro e atropela alguém, a responsabilidade não é exclusiva dela, pois toda a comunidade permitiu que usassemos regras para tentarmos nos controlar, ao invés de colocar um simples pêndulo no carro para desligá-lo ou tirar o comando manual e passar para um automático. A mesma coisa acontece quando uma pessoa sai por ai matando, onde muitos dedos são rapidamente apontados sem se analisar que todos podem ter contribuído para que aquele indivíduo tomasse tal atitude. Manter o sistema monetário, por exemplo, sempre irá criar desigualdade social, que têm suas consequências mesmo que apenas raros consigam ver isto.E ainda que façamos nossa parte, acidentes estão fadados a acontecer. O máximo que podemos fazer é diminuir as chances, mas dificilmente iremos nos livrar completamente deles. Portanto, ficar procurando alguém para culpar é o mesmo que ficarmos perseguindo nosso próprio rabo. Mesmo que achemos alguém para responsabilizar por nossa frustação, desapontamento, raiva e tristeza, as probabilidades são de que estaremos apenas iniciando outro ciclo de rancor, que poderá voltar para nos atingir cedo ou tarde, diretamente ou na forma de acidentes.
:-)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ignorância é...

Toda vez que ouço a expressão "ignorância é uma benção", fico me perguntando o que deve ter acontecido na vida da pessoa para que veja conhecimento como um malêfício. Entendo o ponto de vista de que, se não soubermos dos problemas do mundo, iremos nos preocupar menos. Mas esta, para mim, é justamente a mentalidade de animais de abate, que vão sendo guiados inocentemente até o matadouro, e só notam onde estão quando é tarde demais, deixando-os sem a menor chance de fuga e sobrevivência. Não saber o que acontece ao redor pode fazer com que muitas pessoas percam a vida desnecessáriamente, ainda mais quando algum desastre está surgindo no horizonte.
Essa é minha maior birra com o mundo em que vivemos, onde a sociedade se acostumou a aceitar toda e qualquer informação que é jogada em sua frente, sem fazer nenhum tipo de pesquisa para verificar a veracidade do assunto. No passado não era possível termos conhecimento de outros pontos de vista porque a mídia era controlada por poucos, e esses publicavam apenas o que os convia, influenciando gerações de pessoas. Publicações alternativas e independentes eram raríssimas, deixando apenas poucos à par do que estava acontencendo. Mas isto tudo acabou com a chegada da Internet, pois o mundo agora tem a chance de se conectar e procurar por qualquer tido de informação em praticamente qualquer país e língua.
Esta nova opção de comunicação deu a oportunidade de cada pessoa no planeta mostrar seu ponto de vista para o mundo. Enquanto alguns ficam com um pé atrás, usando apenas os canais oficializados pelo governo, eu vejo isto como uma grande chance para nos conhecermos melhor. Certamente existirá informações que não refletiram a realidade como a vemos, mas é justamente isto que estamos precisando em nossos dias: aprender a criar conhecimento. No caminho para a sabedoria, não podemos apenas aceitar informações, precisamos saber separar as que são úteis das que nos enganam por nós mesmos. Enquanto tentarmos seguir os passos de outras pessoas, não deixaremos de ser crianças seguindo os pais, muitas vezes sem nem saber qual é o destino. E a medida que gerações mais velhas vão nos deixando, se não pararmos para analisar o que está na nossa frente, podemos cair em um abismo que nossos antepassados não viram da distância em que estavam.
Certas informações vão ir contra o que acreditamos, outras vão nos machucar profundamente, mas sem esses desafios, nosso conhecimento será medíocre. Cada pessoa que não sabe separar e julgar por si mesma está fadada a virar escravo daqueles que tem conhecimento. Ela está mais inclinada a ser iludida por objetos comuns fantasiados por palavras mágicas, perdendo sua liberdade na troca. Metáforas que representem essa idéia existem a milênios, e portanto não é de se espantar que a solução desse problema seja matar/aprisionar o que tem mais conhecimento. Poderíamos aumentar muito mais nosso conhecimento, nos prevenindo de futuros abusos, se aprendessemos suas técnicas para usar como nossas defesas. Por ainda insistimos no uso da força e da vingança (proibição com punição), não mudamos muito nosso estilo de vida do tempo de nossos antepassados medievais.
Está na hora de nos perguntarmos se realmente não devemos rever alguns conceitos, e se não devemos nos atualizar em certos aspectos. Ter toda informação disponível e não querer usar por comodidade pode ter consequências bem desagradáveis.
:-)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tiros em Cumbria

Semanas atrás na Inglaterra, o antigo debate sobre a proibição de armas voltou a tona quando um taxista fez um massacre na região de Cumbria, antes de tirar sua própria vida. O que mais me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas pedindo mais leis e regulamentos para banir as armas da sociedade. Me chamou a atenção porque me parece que estamos tão acostumados com nosso estilo de vida que dificilmente fazemos as perguntas que realmente deveriam ser feitas. Neste caso, será que não deveríamos nos perguntas se leis realmente resolvem algum problema?Muitos dos problemas que nossa sociedade enfrenta hoje em dia são puramente técnicos e, incrivelmente, cada vez mais estamos indo atrás de decisões políticas. Por exemplo, se queremos que carros diminuam a velocidade quando chegam perto de escolas, não deveríamos colocar um sinal e esperar que o motorista o veja. Deveríamos construir uma barreira que levanta toda vez que uma criança aperta um botão para atravessar a rua, parando o carro completamente, independente da velocidade. Ou usar um sistema que corte a corrente elétrica do carro, também fazendo-o parar. Colocar uma placa para deixar ao acaso de outros verem não é solução, é apenas uma desculpa para vingança.
O mesmo acontece com outros exemplos, como a proibição de roubar. De que adianta ter uma lei dizendo que não se pode roubar, se as condições de vida de grande parte da população mostra justamente essa como sendo a única saída? Muitos não entendem porque, mas basta vermos quem hostenta os objetos que mais chamam atenção em comunidades carentes que logo compreendemos qual é o exemplo passados para os mais jovens. E não só para eles, pois imaginem um pai de família que perde o emprego e tem duas crianças para sustentar. Se a sociedade não oferece solução e ajuda, para que lado ele irá virar?
Outro ponto que pode ser feito é sobre o quanto a lei realmente influência as pessoas. Se a pessoa já é pacífica por natureza, a lei não vai fazer nada de útil, podendo até agir contra o cidadão. Exemplos podem ser vistos em casos onde pessoas que tentaram se defender de seus atacantes acabaram em corte. E se a pessoa não for pacífica, não vai ser um pedaço de papel que irá impedir que ela cometa algum crime, ainda mais se estiver necessitada e revoltada com a sociedade que a negligenciou.
É ilusão acharmos que só porque tratados foram assinados, o mundo irá agir de acordo, pois é preciso ação também. Se duvidam, só precisam olhar para o exército e a polícia, que são o lado ativo do governo, e que colocam as leis em prática. Mas para resolvermos definitivamente algum problema, é necessário deixar os punhos e instintos de lado, e usar mais a cabeça. Aí, quem sabe, poderemos reduzir as complexas e infinitas leis que temos, até chegar a apenas uma: respeito.
:-)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dicas de reciclagem

Para começar, acho que nada mais importante de saber como se livrar do produto. A primeira pergunta a se fazer é se existe alguma outra utilidade para tal bem para a própria pessoa. Desta maneira diminuí-se o próprio consumo, reaproveitando certos utensílios que antes exerciam uma tarefa, e que agora podem desenvolver outra totalmente diferente, em alguns casos. Uma pesquisa na Internet e em livros pode dar muitas idéias de como aproveitar até mesmo componentes menores para desempenhar funções mais vitais. Exemplos são imãs e bobinas de motores, que normalmente vão fora sem se considerar que podem servir para a criação de energia com certas adaptações.
A seguir, se não existe como o bem pode ser adaptado na própria casa, pode-se doá-lo para pessoas que mais precisam, e que certamente não se importariam em receber algo de segunda mão. Escolas públicas e bibliotecas poderiam se beneficiar tremendamente com computadores, mesmo sendo mais velhos. Um ponto de conexão com a Internet sempre ajuda a espandir o tráfego de informações, ajudando as pessoas a estarem mais atualizadas. Lares que não possuem condições para ter um computador podem também podem aproveitar estas vantagens, inclusive criando laços mais fortes entre pessoas diferentes, que não estamos acostumados a conversar em nosso dia-a-dia. Isto irá refletir para toda comunidade, trazendo benefícios que vão além do material.
A separação do que não pode ser reaproveitado ou doado também contribue para o aumento da conscientização. A criação de um plano que envolva toda a família pode, em alguns casos, criar uma forma de interação entre os membros que foi se perdendo com o tempo. O caminho até o centro de reciclagem, em cidades onde não existe coleta seletiva, pode se transformar em um passeio. Uma mudança de mentalidade para começar a ver como algo produtivo que estamos fazendo, do que um trabalho forçado e sem sentido, pode tornar muito mais agradável e tirar o peso extra que algumas pessoas colocam nesta tarefa.
Além das inúmeras alternativas que podem ser feitas com os produtos já existentes, ainda existe a possibilidade de começarmos o processo de reciclagem já na criação de um produto. Um bom exemplo são casas que estão surgindo mais voltadas para este fim. A própria casa é capaz de gerar sua energia e tratar de sua água, usando dejetos para a criação de plantas em quintais e jardins. Além disto, materiais mais aptos à serem reciclados podem ser utilizados na construção de produtos comuns, onde utilizamos plástico sem analisar as consequências do nosso ato. No passado ainda podíamos utilizar a desculpa de que não existia informação suficiente, mas com o avanço da Internet, estamos vendo que é mais uma questão de comodidade do que de ignorância. Podemos mudar o mundo que habitamos e transformá-lo em um paraíso. E para isto acontecer, precisamos primeiro limpar a casa, pois assim estaremos inclusive reciclando nossa conta médica.
:-)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Reciclagem do Sistema

As desvantagens apresentadas para a reciclagem apenas existem por entrar em conflito com o sistema monetário. Para este sistema, abundância, sustentabilidade e eficiência são obstáculos que impedem seu crescimento, fazendo com que esforços para melhorar a qualidade de vida sejam muito mais necessários, quando poderiam acontecer naturalmente. E nesta batalha de forças ideológicas, a população fica no meio servindo de utensílio para ambos, muitas vezes sem saber o que está acontecendo, e para onde está sendo levada.
Não vou entrar em muitos detalhes porque econômia precisaria um ou mais tópicos dedicados exclusivamente à ela, portanto vou apenas falar de uma das regras mais básicas: a lei da oferta e da procura. Observando apenas este aspecto, notamos que quando a procura é maior que a oferta, temos lucro; já quando a oferta é maior que a procura, o preço cai e pode produzir prejuízos. Assim sendo, um sistema que tem por base esta lei, está fadado a criar, mesmo que inconscientemente, escassez. Podemos notar bem este aspecto quando vemos a quantidade de comida jogada fora enquanto pessoas passam fome apenas por não terem poder de compra suficiente.
Além disto, produtos que duram mais tempo e são mais eficientes não permitem que o sistema mantenha seu "sangue" circulando. Sem dinheiro entrando e saindo de estabelecimentos comerciais constantemente e, consequentemente, produtos sendo comprados e descartados, o sistema tende a entrar em colapso. Mesmo que mais maquiagem tenha sido dada para ele, com ações e opções, CDB's e RDB's, títulos do governo e crédito na praça, sua sustentabilidade ainda depende de que as pessoas comprem e descartem seus bens.
Mas se livrar deste sistema não irá acontecer do dia para a noite, principalmente porque algumas pessoas não vêem a necessidade de se conscientizar em tal nível. Isto é uma decisão que cada um deve tomar, dando os passos que achar possível para chegar no destino que escolher. Ir atrás de informações é o primeiro passo, e se conscientizar é o segundo. Mas nada muda muito enquanto não transformarmos em ações nossos pensamentos. Alguns vão descobrir que pode ser difícil de se movimentar com os pés amarrados, enquanto outros irão se livrar facilmente das correntes, notando que elas são ilusórias, em sua maioria, e descobrirão que seres humanos também podem voar alto. E sem precisar de nenhum artifício que ameace a vida.
:-)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Reciclagem de Métodos

Depois de mudar nossos conceitos, podemos começar a ver como nos relacionamos com a reciclagem para achar novos meios de atingir o mesmo objetivo. Uma mudança de hábitos por parte dos consumidores força empresas a mudarem como se comportam e o que produzem. Enquanto alguns produtos com que estamos acostumados possuem uma contraparte mais sustentável, outros ainda estão longe desta realidade, mostrando justamente onde mais precisamos reciclar nossos conceitos e métodos. Precisamos entender que os produtos nas prateleiras são uma reação direta do mercado para nossas ações, e portanto não adianta protestarmos por menos produtos nocivos para o ambiente se continuamos a comprá-los. A conscientização e a informação são pontos cruciais para que isto aconteça.
Os metodos que utilizamos quando consideramos os produtos que consumimos, da compra até o descarte de embalagens e restos, pesam sobre o ambiente. Se queremos considerar o planeta como nossa própria casa, é preciso um maior comprometimento para mantê-lo em um nível que não desabe sob nossos pés. Atualmente estamos mais preocupados com nossas próprias vontades e necessidades sem considerar as consequências de certos atos, fazendo com que certos recursos se esgotem ou cheguem perto disso. Quando algo desse tipo acontece e poucas pessoas estão preparadas para seu fim, nosso próprio sistema nos joga uns contra os outros, pois raramente tentamos procurar alternativas ou mudar nossos hábitos, voltando a agir por instinto.
Se nossa prioridade realmente é a melhoria da qualidade de vida no planeta, devemos mostrar isto com nossas ações. Se queremos mesmo sobreviver, além de reciclar nossos conceitos, precisamos rever como agimos em relação à nossa vida. Podemos, em muitos casos, diminuir nosso consumo de uma forma radical, apenas se perguntando se realmente é necessário possuir tal bem. Algumas vezes estamos apenas satisfazendo nosso ego, que nada mais faz do que nos forçar a agir como crianças mimadas, querendo cada vez mais presentes. No momento que temos controle sobre nossas vidas de uma forma sustentável, também temos controle sobre este aspecto que certas pessoas incorporam como se fosse sua própria identidade. Sem saber quem são, fica fácil serem presas de qualquer parasita. Mas também é fácil se livrar deles: nada que um pouco de informação e conscientização não resolvam.
:-)
 
Um aviso meio em cima da hora pro pessoal do Rio de Janeiro:
O filme Zeitgeist Addendum vai ser passado na UFRJ. Aparentemente a entrada é franca, mas mandem um mail para o responsável (guifes@gmail.com) para se informarem mais. O mapa para chegar no local pode ser encontrado aqui.
:-)




terça-feira, 8 de junho de 2010

Reciclagem de conceitos

Para trazer a reciclagem para nosso estilo de vida, primeiramente precisamos reciclar nossos conceitos e idéias sobre o processo. Forçar as pessoas a fazerem algo diferente do que estão acostumadas sem passar informações, à favor e contra, não funciona. É preciso primeiro conscientizar, para que as vantagens aflorem e se possa lidar com as desvantagens de uma forma consciente. Sem isto, estaremos fadados a voltar para onde saímos, com alguns fazendo um serviço mal-feito, se o realizarem ainda. E policiar cada um também não é uma opção sustentável, pois como vemos com milhares de anos de história, é apenas um método de aprisionamento.
Como vantagens da reciclagem, pode-se citar, de modo geral, um mundo mais limpo e um estilo de vida mais sustentável. Mesmo que sua cidade seja limpa e não tenha lixo no chão, tudo o que é produzido atualmente acaba, em grande parte, em um aterro ou lixão em algum local do planeta. Pode não ser perto de casa, mas as consequências de espalharmos dejetos sem considerações pelo mundo sobrecarregam o sistema natural, causando desastres que cedo ou tarde, irão nos afetar. Elas destroem a vida selvagem e poluem fontes de água, deixando nossa vida com menos qualidade por se tornar insustentável. Apenas precisamos parar para pensar e notaremos que com menos recursos, teremos menos oportunidades de resolver mais problemas. É a velha história de que se os insetos sumirem, o planeta morre, mas se os humanos sumirem, o planeta vive. Deve ser algo que eles estão fazendo certo e nós não, eu imagino. :-)
Quando pesquisei sobre desvantagens da reciclagem, encontrei duas: diminuição do lucro e consumo de tempo. A primeira acontece porque, para reciclar, é necessário utilizar materiais com mais qualidade, o que encarece o produto e diminui a margem que algumas empresas tem. Também acontece porque atualmente, com a reciclagem sendo tão pouco utilizada, a tecnologia necessária para automatizar e popularizar esta função não é devidamente pesquisada por ainda não dar um retorno financeiro satisfatório. Como vivemos em uma época onde tempo é considerado dinheiro, a ligação das duas desvantagens estão interligadas. O tempo necessário para se pesquisar, construir e testar novas tecnologias de reciclagem são vistos como um investimento de baixíssimo retorno, o que deixa muitos empresários e investidores longe deste ramo.
Pode-se notar claramente como nosso estilo de vida influência o mercado, e este, por sua vez, tem uma grande influência em como nossas vidas são administradas. Enquanto não mudarmos nossos conceitos sobre reciclagem, procurando alternativas que possibilitem a cada um fazer sua parte, nada será mudado. Para influenciar o mundo, precisamos primeiro mudar como nos relacionamos com ele, começando a mudar nossas próprias vidas. Ao reciclar nossos conceitos criamos as condições para que uma mudança aconteça, pois as ações logo seguem nossa nova mentalidade. É uma tarefa diferente do que estamos acostumados, mas se não a fizermos, poderemos acabar de uma forma que não queremos antes do que suspeitamos.
:-)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Reciclagem

Apesar de ser um assunto velho, a reciclagem no Brasil ainda deixa muito a desejar. Enquanto propagandas podem mostrar diferente, mal arranhamos a superfície do problema. Como uma comunidade estamos longe de fazer parte da solução, ainda alimentando aterros com massivas quantidades de materiais que poderiam estar voltando para prateleiras e tornando nosso estilo de vida mais sustentável. Os números mostram que ainda estamos caminhando em direção à um consumo total do planeta, sendo necessária uma real crise que nos pare completamente para tirarmos o tempo de realmente pensarmos no que estamos fazendo. Infelizmente quando isto acontecer, serão poucos que conseguirão sobreviver sem seus bens de consumo favoritos, e se não nos informarmos, iremos perecer de tantas vezes que batemos com a cara na parede, insistindo no erro.
Por mais que o sistema monetário nos faça ir atrás de reciclagem apenas quando lucro é gerado, por vezes poderíamos ter mais qualidade em nossas vidas se prestássemos mais atenção e aprendéssemos a utilizar até mesmo o lixo de maneira mais consciente. Refugos orgânicos, por exemplo, vão misturados para aterros, onde acabam trazendo pouco ou nenhum benefício, quando podiam ser encaminhados para campos e lavouras para servir de adubo. Seria uma alternativa mais natural do que ficar usando derivados de petróleo para o plantio, deixando até a terra onde é usada com mais nutrientes. O mesmo poderia ser feito com o excremento da, cada vez maior, indútria do abate, ao invés de despejar em rios e lagos com pouco ou sem tratamento. Não precisaríamos ter tantos gastos com fertilizantes, o que possivelmente faria até nossa conta médica diminuir.
Além disto, certos materiais nem precisariam ir para aterros, se fossem doados para aqueles que mais necessitam. Um computador velho ainda é um computador para aqueles que não tem nada. Além de diminuir o problema dos lixões se acumulando, os benefícios das doações podem ajudar a parte mais carente da sociedade. O mesmo pode acontecer com roupas e calçados, materiais de construção e móveis. Mas além de dar a vara de pesca, seria interessante também tirar o tempo para mostrar como usá-la. Desinformação pode levar a casos como o comentado tempos atrás, onde os beneficiados jogavam fora roupas doadas depois de usar uma ou duas vezes por ser mais barato do que lavar. Isso apenas mostra que mais do que reciclar materiais, precisamos primeiro reciclar nossas cabeças.
:-)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Energia Viva

A primeira citação que coloquei aqui no blog foi do filme Matrix, onde Merovingian fala sobre o que ele considera ser escolhas. Aquele filme tem inspirado muitas pessoas ao redor do mundo porque, na minha opinião, conseguiu utilizar uma metáfora fenomenal para explicar o que acontece em nossas vidas. E não apenas em um lado político, mas praticamente todos os aspectos de nossas vidas podem ser analisados como se estivéssemos ligados em um computador central que controla nossas vidas. Mas como algumas pessoas estão descobrindo, ele controla apenas se o deixarmos fazer isto. Só somos controlados se formos gananciosos, ou preguiçosos (depende do ponto de vista), o suficiente para delegar a experiência de vida para outras pessoas ou máquinas. E por mais que eu tenha batido muito na tecla material, o mesmo pode acontecer em um nível espiritual.
Raramente vemos as ideologias que trabalham com energia em um mesmo nível que religiões teístas, mas para muitos dos participantes, é exatamente isto que são. Curiosamente, quando paramos para analisar nosso mundo e nossa vida, notamos que estamos constantemente envoltos em uma espécie de malha que não sabemos como definir. Nomes para isto não faltam, e por termos tantos, as vezes podemos fazer referência à mesma coisa sem notar que apenas usamos tarjas diferentes. E por algumas pessoas preferirem ficar apontando as diferenças ao invés de achar pontos em comum, perdemos preciosas informações neste processo, que poderiam nos ajudar a entender o todo. E quando digo todo, não me refiro apenas ao universo em que vivemos, mas à todos os outros que possivelmente estão em contanto conosco, mas estão em uma frequência que nossos sentidos não conseguem captar. É mais ou menos como o espectro luminoso: existe uma imensa gama conhecida que vai do ultra-violeta ao infra-vermelho, mas nossos olhos captam apenas uma fração desta diversidade. E como eu disse, isto é apenas a gama conhecida, existe a possibilidade de existir muito mais por aí, mas que nem sonhamos ou imaginamos.
Por isso vejo que precisamos mudar nossa perspectiva de observar o mundo e abrir mais a mente. Como Morpheus disse no primeiro filme: "Se real é o que você pode sentir, cheirar, experimentar e ver, então real é simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro". Isso pode ser provado por hipnotizadores e por drogas alucinógenas, que alteram nossa percepção facilmente. Por isto precisamos ter uma mente mais aberta, pois estas podem ser partes da resposta para perguntas como "quem somos nós", "onde estamos", "porque estamos aqui", e principalmente, "para onde vamos". Diversos aspectos do universo podem ter maneiras diferentes de se manifestar para cada um, pois as variáveis são incalculáveis, tendo em vista que nossos corpos com seus sentidos podem ser considerados apenas instrumentos de medição de um tipo de realidade.Abrir a mente para conversar com pessoas de outros credos, partidos e estilos de vida podem trazer respostas para nossa própria vida de maneira que nem sempre esperamos. Podem ser como vemos o cheiro, como ouvimos o gosto, como sentimos o som. Também podem ser o bote salva-vidas em momentos de crise e confusão, quando o que tínhamos como certo não parece funcionar mais tão bem. Pois como dizem, a única constante é que tudo muda.
:-)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Abrigo

Eu considero a perda da esperança uma das piores coisa que pode existir na vida de uma pessoa. Esperança é o nosso combustível, o que nos faz levantar de manhã, que nos faz acreditar que ainda existe motivo para vivermos. Esperança também é o combustível da fé, seja ela em nós mesmos, em deuses, ou em artifícios como o dinheiro. Algumas pessoas, entretanto, estão prevendo que a fé de muitos no sistema monetário e nos próprios governos irão acabar nos próximos anos, em decorrência de uma crise nunca vista antes. Dizem que será o estouro das duas últimas bolhas: a financeira e a humana. E quando a fé nos dois pilares que regeram nossas vidas pelos últimos milênios acabar, para o que se voltarão todas as pessoas?Eu vejo o trabalho de instituições religiosas sendo fundamental nos próximos anos. Uma grande parte da população vê em suas crenças o bote salva-vidas que irá guiá-las para locais mais amistosos no mundo. Pessoas vêem as religiões como comunidades seguras em que podem confiar totalmente, ainda mais quando o mundo estiver desabando ao redor delas. É para onde todos retornam quando vêem que seus experimentos e arrogâncias não deram certo. Mas se as próprias não se atualizarem e se informarem, estarão destinadas a cometer os mesmos erros e conduzir as pessoas pelos mesmos caminhos de antes.

Uma destas informações que podem ser vitais para as comunidades em períodos de crise são sobre os recursos disponíveis na sociedade. E quando digo recursos, não me refiro apenas à materiais físicos como terra, camas, fonte de água, sementes, computadores, telefones, carros e comida. Ainda mais no caso de religiões, acho mais vital saber sobre as habilidades que os paroquianos tem à sua disposição caso precisem. Quantos médicos, pediatras e nutricionistas estão à disposição? Quantos professores, enfermeiras, agricultores, mecânicos e engenheiros tem maior disponibilidade de doar seu tempo, se necessário? Para que psicólogos, filósofos e padres as pessoas podem ser encaminhadas, se precisarem? Este tipo de recurso pode fazer uma diferença muito maior do que ter um terreno e não ter ninguém capaz de cuidar de forma sustentável. Ou de ter uma linha telefônica e não conseguir conectar um computador para se comunicar com o mundo para pegar novas idéias ou até pedir socorro.
Tenho falado neste ponto constantemente nos últimos dias, e não é algo exclusivo de religião, pode ser algo feito por qualquer grupo de indivíduos de qualquer tamanho e em qualquer local. Considero que essas organizações terão um grande papel pois, até hoje, elas puxaram para si a responsabilidade de serem os guias das pessoas. E se a previsão de que os governos vão se preocupar em salvar apenas uma pequena parcela da sociedade, a grande massa irá recorrer para o mais antigo dos abrigos: o espiritual. Por se tratar de uma crise no sistema econômico, e não um meteoro caindo no planeta, existe muito que pode ser feito por cada pessoa, mas é preciso se informar sobre isto para não acabarmos repetindo os mesmos passos de nossos antepassados. Podemos finalmente começar a passar soluções para as gerações futuras, ao invés de mais problemas e contas para pagarem, como aconteceu até agora.
:-)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O Caminho

Transformar nosso próprio planeta em um paraíso para todos não é difícil como muitos pensam e nem tão demorado. O pessoal do Projeto Vênus calcula que demoraria 10 anos para redefinirmos a face de nosso mundo para algo nunca visto antes. O único obstáculo, infelizmente, é o apego das pessoas ao sistema monetário e ao conceito de propriedade. E justamente neste quesito, as religiões do mundo podem fazer a maior diferença, pois aqueles que as conhecem sabem que o princípio das crenças é a integração e a tolerância. Infelizmente estes ideais foram distorcidos durante o tempo por não termos informações e conhecimento suficiente. Mas desde a criação da Internet, isto tem mudado em uma velocidade cada vez maior.
Durante toda a história de nossa espécie, temos tentado achar respostas para onde vamos depois que morremos e quais são as forças ou energias que influenciam nossas vidas. Mas para conseguirmos tempo para chegarmos nestas respostas, precisamos aprender a utilizar a tecnologia de uma forma mais sábia do que apenas para o lucro. É necessário que criemos as condições que irão libertar as pessoas de trabalhos repetitivos e manuais, nos dando a oportunidade de nos dedicarmos à perseguir nosso objetivo espiritual, se for o caso. Congregações podem se organizar de tal forma que encoragem as pessoas de seus rebanhos à acharem soluções sustentáveis para nosso estilo de vida. Roupas podem ser produzidas e distribuídas para os mais necessitados, assim como comida e moradia. Muitas religiões já fazem isto, mas poderiam realmente mudar o mundo se começassem a aumentar sua escala, retirando quaisquer restrições que possam ter. Igrejas que tem acumulado lucros e bens durante os anos também podem converter estes pertences à um bem maior, pois não existiria gesto mais solidário do que confraternizar o que tem com outras crenças, ou até aqueles que não tem nenhuma.
Cada passo dado em direção à uma união mundial, sem bandeiras ou religiões oficiais, seria um passo dado em direção à um verdadeiro paraíso. Aqueles que não tem tanta fé, ou que estão mais confusos em relação à este assunto, como eu mesmo, poderiam começar a ver religiões por um lado mais benéfico do que atualmente. Imagino que apenas quando as crenças do mundo começarem a se integrar mais entre elas e nas comunidades, como uma força que realmente move montanhas para trazer o bem a todos, teremos o início de algo muito melhor por aqui. Como disse Gandhi: "Seja a mudança que você quer ver no mundo". Então se queremos um mundo sem fome, precisamos dar de comer as pessoas; se não queremos mais guerras e violência, precisamos dar recursos; se queremos paz e tranquilidade, precisamos ser mais tolerantes.
Fale com seu representante religioso sobre o que pode ser feito, doe o que estiver dentro do seu alcance e pesquise sobre formas de ajudar a comunidade sem se preocupar com restrições. Existe muito que pode ser feito, ainda mais se a crise prevista estiver mesmo a caminho. Ver o que está acontecendo no mundo e se preparar já é um passo em direção a uma melhora. Precisamos saber das possibilidades do que pode nos atingir para estarmos mais atentos e prontos para o que irá acontecer. Mesmo que isto signifique uma melhor organização para quando mais pessoas forem atrás de líderes espirituais.
Como isto pode acontecer e as consequências, eu explico amanhã.
:-)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Espiritualidade

No sábado (29/05/10) teve um encontro do Zeitgeist onde os criadores do Projeto Vênus, Jacque e Roxanne, apareceram para dar uma folga do tour mundial que estão fazendo. Foi uma tarde muito interessante, e minha primeira oportunidade de vê-los ao vivo. O pub encheu e muitas perguntas apareceram, inclusive sobre religião. E a pergunta sobre este tema que mais me chamou a atenção foi: "O primeiro filme do Zeitgeist foi feito antes do Peter Joseph conhecer o Projeto Vênus, e faz o que pode ser considerado um ataque à algumas religiões. Se o Projeto Vênus tem uma visão diferente do que foi mostrado, porque não se pronunciaram ou colocaram algo sobre o tema no F.A.Q. do site?".
A Roxanne deixou claro que este é um assunto bem polêmico e que é difícil tratar de uma forma suscinta. Eles iriam precisar de mais tempo e espaço para tratar sobre o assunto, coisa que não tem tido ultimamente. E para eles, aqueles que acompanharam o segundo filme (Addendum) e as palestras do Peter e Jacque, podem ver que eles mudaram seus pontos de vista sobre o assunto, chegando ao ponto de nem recomendar mais o primeiro filme para quem quer saber sobre o trabalho deles. Mas para mim, ainda fica a questão de onde a religião se encaixa no mundo futurístico que eles querem alcançar. E por não estarem abordando o assunto, muitas pessoas deixam a idéia do projeto de lado. Bom, eu vou dar o meu parecer por aqui, o que não quer dizer que seja o que o Jacque, Peter ou Roxanne também vejam. Mas depois de conhecer dois deles em pessoa, imagino que tem uma visão não muito diferente disso. Depois de ver alguns documentários sobre o tema, acho que abri mais minha mente e comecei a ver um lado positivo de religião que não via antes. Sempre fui meio teimoso e desconfiado, e acho que alguns dos professores que tive em minha infância não souberam lidar bem com isto, me deixando sempre com dúvidas ou querendo impor pontos de vista que não concordava. Isto fez com que eu deixasse este aspecto de minha vida dormente, com mais dúvidas do que certezas, esperando o momento em que as respostas apareceriam, se existissem. Já descobri muitas coisas novas nestes últimos dias, nenhuma delas conclusiva, e espero conseguir compartilhar o que tenho visto e estudado de uma forma não ofensiva, pois considero a fé de cada pessoa como algo muito pessoal, apesar de muitas "igrejas" se aproveitarem para ter um lucro nisso.
Para começar, estou admirado de que uma idéia de integração sem segregações e impossições não esteja partindo de algum grupo religioso. Como Jacque disse: "Eu acho religiões uma ótima idéia. Quando iremos coloca-las em prática?" Todas as teorias que leio e me familiarizo parecem ser baseadas em princípios de união e tolerância, e não de competição, mas a prática mostra justamente o contrário. Se olharmos a história então, chegamos a ter momentos em que a fé foi a causa do extermínio de populações inteiras. Simplesmente por serem diferentes ou chamarem seus deuses com outros nomes. Claro, isto foram erros passados e não são exclusivos de uma única religião, mas para redimir realmente o que aconteceu, ao invés de ficarmos estagnados sem fazer nada, podemos nos unir e criar um mundo mais parecido com o paraíso.Descobri que aqueles que se mais se entregam à ideologias religiosas são os que mais querem contribuir com a melhoria do mundo, que querem soluções para problemas que o dinheiro não tem como encontrar, e que estão dispostos a dar muito mais do que é pedido delas pela mais nobre das causas. Muitas crenças pregam a ajuda àqueles com menos condições e é inegável a ajuda que deram e dão para comunidades. Inclusive muitas sociedades foram fundadas por elas, e muitas melhorias foram feitas por causa delas. Apesar de não termos meios de medirmos a fé das pessoas, podemos notar sua grandeza no comprometimento que demonstram ao fazer a diferença para milhares de outras pessoas que não necessariamente compartilham de sua visão.
Mas no meu ponto de vista, boas intenções sem informações são o que nos mantém no mesmo lugar. Como mostrado diversas vezes no documentário do pastor Peter Owen Jones, as vezes as pessoas se esquecem do porque realizam seus rituais, deixando-os sem sentido. Ou de quais são suas prioridades na vida. Não dúvido da fé de ninguém, mas questiono a maneira como, às vezes, é colocada em prática, ainda mais em um sistema que representa justamente o lado oposto de tudo que a maioria das religiões prega: o monetário.
Amanhã vou explorar mais meu ponto de vista do que religiões poderiam fazer para transformar nosso próprio mundo em um paraíso.
:-)